Perdoar ou brigar? Até que uma escolha nos separe!

diva_aconselha casais1_105111172517138

É um fato que em algum momento da vida conjugal, os casais se aborrecem por alguma atitude indevida de algum dos cônjuges. É mais comum ainda que os casais mantenham padrões de comportamento bem parecidos diante de uma situação de despontamento. Há, normalmente, dois tipos principais de reação: perdão ou rejeição; carinho ou raiva; desculpabilização ou agressividade; aceitação ou negativismo; passividade ou culpabilização.

A questão é que não é sempre que a expressão explícita e aberta dos sentimentos e emoções diante de um conflito pode ser considerada saudável. A psicologia positiva tem afirmado que a aceitação, seguida de um perdoar e um esquecer, pode ser uma solução favorável para os problemas. Muitos casais, atualmente, atuam de maneira aberta, expressando opiniões e sentimentos mesmo que em vários momentos essa abertura não seja real, pois quando existe uma expressividade franca por parte de um cônjuge, nem sempre o outro tem capacidade de aceitar a mesma.

No entanto, em algumas situações, é completamente necessária a expressão de raiva diante de um problema relacional, o que contrariará o perdão e a passividade. Há estudos que revelam que uma interação conflituosa, menos passiva e mais verdadeira na expressão de emoções (como a raiva) poderá, a curto prazo, ser muito desconfortável, mas parece ser a mais benéfica para a saúde da relação a longo prazo.

O perdão será eficaz dependendo do nível de aceitação do cônjuge, da gravidade da situação e a frequência da transgressão. Por isso, a longo prazo, é possível dizer que a psicologia positiva não será tão eficaz em todos os cenários, visto que a aceitação do cônjuge leva o outro a tornar-se, em algumas situações, menos presente e apoiante, mais irresponsável financeiramente e até infiel. A raiva, por outro lado, sinalizará ao cônjuge que não é aceito o comportamento ofensivo, o que fará com que este não mais o repita. Consequentemente, haverá melhorias no relacionamento ao longo do tempo.

Há que se verificar também que a expressão de raiva não é a solução de todos os problemas. Em alguns relacionamentos e em determinadas situações, dependendo ainda do contexto, das expectativas, dos valores e das experiências anteriores, pode não ser aceita pelos cônjuges. Além disso, é preciso saber que a expressão de nossas emoções podem ser interpretadas equivocadamente, seja pela passividade ou, pelo contrário, pela expressão da raiva e agressividade. O equilíbrio entre essas duas posturas é a escolha mais correta e saudável. Contudo, dificilmente conseguiremos a encontrar entre o perdão e a expressão da raiva! Só a prática tornará esse processo possível e satisfatório!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s