Falta de desejo sexual da mulher

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É crescente o número de mulheres que buscam atendimento terapêutico afirmando não sentirem nenhum tipo de desejo sexual. O mais curioso é que, ao contrário do que se pensava há alguns anos, essa queixa não vem somente de mulheres mais maduras, mas também jovens. Essa queixa normalmente vem acompanhada de tristeza e frustração.

Clinicamente, na maioria dos casos, esse quadro pode ser nomeado de “Desejo Sexual Hipoativo”, o que quer dizer que há uma forte diminuição, ou até mesmo ausência de desejos e fantasias sexuais. A mulher não se sente disponível para se entregar sexualmente, o que gera, sem dúvida, sofrimento para ela mesma e para o casal.

Infelizmente, casos como esse não são isolados. O Desejo Sexual Hipoativo é a disfunção sexual mais comum entre as mulheres. Pesquisas nacionais revelam que pelo menos um terço das mulheres brasileiras sente falta de desejo sexual.

A vontade sexual é algo primariamente instintivo (coordenada pelas variações hormonais, idade, entre outros). Contudo, nossas emoções podem regularizar sua exteriorização. Fazer sexo é um ato regulado por nossa sexualidade, ou melhor, o desejo instintivo de se envolver intimamente com alguém. E a sexualidade é modulada de maneira individual, a partir de nossos princípios morais, sociais, educacionais e religiosos, sendo que todos esses fatores interferem em nossas atitudes. Tal força moduladora é tão presente que a vontade irracional instintiva pode ser bloqueada em local inconsciente, nunca atingindo o consciente. Essas pessoas sentem desejo, porém não sabem e isso gera sintomas (depressão, angústia, ansiedade, etc.).

Além disso, a que se considerar também que a ausência de desejo pode estar relacionado a fatores como estresse e cansaço, com estados emocionais de depressão e ansiedade, com o uso de determinados medicamentos, como alguns antidepressivos ou agentes quimioterapêuticos, com conflitos entre o casal, ou mesmo fatores biológicos, como alterações hormonais.

Caso essa ausência de desejo sexual perdure por mais de 06 (seis) meses, e essa situação for vivenciada com mal-estar individual e relacional, recomenda-se a consulta de um especialista.

O acompanhamento psicológico pode ser bastante eficaz em casos como este, desde que previamente ocorra uma ampla avaliação do caso e sejam excluídos fatores biológicos. A psicoterapia e a terapia sexual têm por principal objetivo focar a pessoa ou mesmo o casal a reviver uma experiência sexual focada no prazer, trabalhando especialmente a intimidade emocional e comunicacional do casal.

Vale à pena investir!

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