Eu, conhecedor de mim?

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Para alguns, essa pergunta soará completamente desconexa, até mesmo ridícula, mas vamos lá: até que ponto você se conhece bem? Muitos acreditam que se conhecem completamente, mas será que é assim mesmo? Somos tao conhecedores de nós mesmos?

Uma pesquisa realizada pela professora assistente na Universidade de Washington, Simine Vazirre, chegou ao resultado de que somos mais perspicazes a identificar os nossos estados internos, como a ansiedade, por exemplo, enquanto as pessoas com quem convivemos são mais perspicazes na identificação das nossas capacidades intelectuais, como é o caso da inteligência e da criatividade. Curioso, não? Agora, o mais surpreendente resultado também revelado por esta pesquisa é que pessoas totalmente desconhecidas, mas com quem tivemos a oportunidade de cruzar em algum momento, são tão capazes de reconhecer nossas características de extroversão como os nossos amigos.

Pensemos nessas constatações: até que fazem bastante sentido. Como somos nós mesmos que experimentamos a ansiedade, certamente sabemos a intensidade em que esta ocorre. Além disso, podemos disfarçá-la, afim de que as outras pessoas não percebam. Quando falamos da inteligência e da criatividade, por mais que desejemos mascará-la, essa tarefa se torna mais difícil, mesmo porque, com que intuito desejamos tamponar características vistas tão bem socialmente?

A personalidade humana não é definida a partir de nossos julgamentos. Ela é o que é. Fornecemos, a todo tempo, indícios e pistas do que somos por dentro para que as pessoas que nos cercam interpretem. Nossa postura com as pessoas, a forma que nos vestimos, como nos organizamos, sobre o que falamos e como falamos, nosso senso de humor, enfim, tudo o que fazemos têm algo a dizer a nosso respeito.

É preciso saber, então, que até mesmo as atuais tecnologias acabam, de alguma maneira, revelando quem somos. Redes sociais, como o Facebook por exemplo, revelam o nosso mundo interno através das informações que publicamos e das fotos que postamos.

Em algum momentos, nós nos deparamos com o ditado que de para deixarmos nossa marca no mundo, precisamos ter um filho, plantar uma árvore e ter um filho. Certo? Claro que essa velha máxima faz muito sentido. Contudo, é inquestionável que deixamos nossa marca em tudo o que fazemos.

Sendo assim, é fundamental que disponibilizemos uma atenção especial ao nosso comportamento e às nossas atitudes. Quando alguém se queixa de algum aspecto do nosso comportamento, somos levados a refletir sobre ele e a pensar nas possíveis incongruências entre a ideia que tínhamos de ser e a realidade do nosso comportamento.

O que você acha de começar a pensar sobre isso?

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