Eu e minha dependência do meu celular

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Hoje, raramente nos deparamos com uma pessoa que não tem celular. Certamente, esse aparelho trouxe muita comodidade e facilidade para a vida das pessoas e seus recursos cada vez mais modernos têm possibilitado que resolvamos quase tudo o que necessitamos no mundo online através de alguns poucos toques.

Por outro lado, há cada vez mais um número maior de sujeitos que se tornam total ou parcialmente dependentes do aparelho celular. Pense em si mesmo: quantas vezes você já se pegou checando e-mails pelo celular em um pequeno intervalo? Ou ainda verificando se recebeu uma nova mensagem de texto? Conferindo o mural de notícias do Facebook? A grande questão é que o exagero ou a real dependência do celular pode ser um transtorno psicológico nomeado de NOMOFOBIA, ou seja, síndrome em que o paciente fica dependente do telefone ou da internet.

Há pessoas que verdadeiramente dependem do celular para o trabalho. Não há problema ou mesmo dependência do aparelho nesse aspecto. Contudo, há pessoas que não dependem do celular para trabalhar e se desesperam completamente ao esquecer o aparelho em casa. Há um grande sofrimento do sujeito em ficar sem o celular por algum tempo, mesmo que curto.

Conforme o professor de Psicologia Organizacional e Saúde da Universidade de Lancaster, Cary Cooper, o uso excessivo de celulares, especialmente os smartphones, pode levar à depressão, estresse e insônia, na medida em que os aparelhos oferecem uma saída passiva onde o usuário não precisa interagir com o mundo ou enfrentar os problemas. “As tecnologias de computador podem ser viciantes, porque elas são psicoativas –  alteram o humor e, muitas vezes desencadeiam sentimentos agradáveis”, relatou Cooper.

Normalmente, a Nomofobia não aparece sozinha. Frequentemente ela está associada a transtornos de pânico, ansiedade, estresse pós-traumático, e transtorno bipolar. Por isso, é fundamental reconhecer os transtornos associados à dependência do celular, pois a Nomofobia será controlada a partir do controle dos transtornos mais complexos.

Há maneiras bastante significativas para diminuir a dependência do aparelho celular. Uma delas é tentar reconhecer que o aparelho está sempre à nossa disposição, o que não quer dizer que devemos utilizá-lo o tempo todo. É preciso reconhecer que em alguns momentos precisamos nos concentrar em uma determinada atividade, como dirigir ou estudar, por exemplo. Outra tática é tornar o celular um instrumento que organize conversas pessoalmente. Quando podemos combinar através de uma ligação um encontro, nos beneficiamos de estar fisicamente com alguém, o que aumenta a qualidade de comunicação. Devemos nos lembrar que não nos comunicamos somente com a fala; a linguagem corporal contribui para a transmissão do que desejamos expor. Aos poucos, podemos também nos afastar por algumas horas do celular, a menos que necessitemos do aparelho para o trabalho. Exercitar o corpo é preciso! Faça uma caminhada, musculação, aeróbica, pilates, enfim, mexa o seu corpo.  Exercícios fazem com que o fluxo sanguíneo e de oxigênio no cérebro sejam aumentados, o que propicia uma maior e melhor capacidade de raciocínio. Determine horários para ficar longe do celular e escolha uma nova atividade ou tarefa para executar nesses momentos.

Como citado anteriormente, não há nada de errado com o celular. Pelo contrário: ele é um excelente instrumento que torna a nossa vida mais dinâmica em vários momentos. Todavia, ele deve ser usado com sabedoria.

Caso você reconheça uma real dependência do aparelho, é preciso assumir e não se sentir envergonhado por isso. Há muitas pessoas que apresentam essa síndrome. Peça ajuda de um profissional.

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