Divórcio e filhos: como fazer?

 

SEPARACAO

O divórcio é, sem dúvida, um momento de crises para os sujeitos envolvidos, mesmo porque as mudanças que ocorrem a partir dessa decisão são vivenciadas por ambas as partes.

O divórcio, ou mesmo uma separação, indica o fim de uma relação conjugal. No entanto, para um casal com filhos, faz-se necessária a nutrição e manutenção de uma relação de cooperação entre os pais: a relação co-parental.

A relação co-parental é difícil de alimentar, na medida em que é bem comum que após uma separação conjugal o ex-casal esteja ainda cercado de ressentimentos e mágoas que fazem com que a relação que eles devem ter como pais também sofra abalos.

É importante afirmar que isso quer dizer, basicamente, que a separação coloca um ponto final na relação conjugal, mas não na função parental, ou seja, há uma necessidade de se separar o ex-cônjuge do pai / mãe atual, pois é completamente inadequado o pedido ou desejo de que passe também ser ex-pai/mãe.

Considera-se relevante ainda que o fenômeno de ser pai / mãe é relativo, visto que a quantidade e a qualidade de envolvimento de cada um dos pais com os filhos é completamente variável. Então, exigir uma divisão igualitária em todos os momentos das responsabilidades parentais é praticamente impossível.

Contudo, o que ocorre algumas vezes é que lutas são mantidas, baseadas em frequentes acusações relativas a diferenças no tipo de envolvimento, tipo e forma de contribuição, ficando muitas vezes relegado para segundo plano o bem-estar dos filhos e somente o próprio bem-estar de cada um dos pais. A verdade é que cada um os pais pode contribuir de formas distintas, quer a nível material, afetivo e/ou social.

No entanto, é quase que utópico afirmar que, em uma separação conjugal, a separação ocorrerá de maneira harmoniosa. De fato, a separação pacífica, sem qualquer discussão, tem mais a ver com a utopia do que com a realidade humana e é importante saber que os conflitos geralmente fazem parte do processo de separação parental. Estes, quando ocorrem de maneira equilibrada, podem ser favoráveis para o encontro de negociações saudáveis para todos os envolvidos. De fato, apesar de todas as desavenças, a realidade é que o ex-casal deseja, após a separação, a felicidade dos filhos e a própria felicidade, de maneira individual.

Assumiu o compromisso de ser pai / mãe? Isso é para sempre, é definitivo! Por isso, não há problemas em assumir-se como ex-cônjuge, desde que exista um investimento no papel de pai/mãe, com o intuito de estabilizar um futuro positivo para os filhos. Para tal, é necessária uma relação com o ex-parceiro, cada qual assumindo sua função paterna / materna. Cooperação parental é a chave para o sucesso dos filhos.

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