Estou deprimido!

depressao[1]

Observo o quanto é comum, na atualidade, que as pessoas afirmem estarem deprimidas. A expressão “estou deprimido (a)”, tornou-se apenas um sinônimo para denominar sensações como “estou desanimado”, “estou triste”, “estou tendo um dia ruim” e afins.

O mais curioso é que, há alguns anos, era motivo de grande vergonha afirmar que se estava vivenciando um quadro de depressão. Hoje, tornou-se algo extremamente comum.

É verdade que a depressão tem tido um grande crescimento na população na última década. Por isso, alguns autores mencionam a depressão como a “constipação da saúde mental”. Possivelmente, algum de nós tem pelo menos um parente ou amigo que já passou ou está passando pelos efeitos da depressão, tanto que a venda de antidepressivos nunca vivenciou um índice tão elevado como atualmente e as baixas médicas devidas à depressão estão constantemente crescentes. A Organização Mundial de Saúde aponta hoje a depressão como uma das maiores causas de absentismo laboral e aponta para um crescimento ainda maior.

Há uma estimativa que entre 30% e 60% da população mundial sofra, em um determinado momento de sua via, pelo menos um episódio depressivo. Nos adultos, a proporção do quadro depressivo é bem conhecida. A grande questão é que os indicadores apontam que há uma tendência que crianças e adolescentes também sofram de depressão de maneira precoce e mais frequente. E os efeitos da depressão podem ser cada vez mais devastadores para todos esses grupos.

Estudos médicos têm detectado que a depressão faz com que a pessoa doente apresente uma demora muito maior na recuperação, além de depressivos terem uma tendência maior a sofrer de doenças de foro físico e mental, o que certamente debilitará o sistema imunológico do sujeito. Se, para algumas pessoas, os efeitos da depressão são sutis, como uma incapacidade para sentir alegria e prazer, desmotivação, insônia ou perda de apetite pela vida (ou seja, apetite alimentar, apetite sexual e até apetite social!), para outras os efeitos podem ser bem mais graves. A incidência de suicídio em países desenvolvidos aumentou meteoricamente nos últimos 50 anos, e são muitos os exemplos de pessoas que passam vidas inteiras debilitadas com sintomas depressivos.

Constata-se que com a modernização e o crescimento mundial, a depressão tem “surgido” nos sujeitos com mais frequência e intensidade. Socialmente falando, podemos afirmar que a depressão tem ocorrido, então, devido à instabilidade de nossas vidas pessoais, profissionais e sociais, ao estresse que coloca sobre nós a intensidade e exigência das profissões modernas, ao rompimento do sistema familiar tradicional, ao nascimento de uma cultura orientada para o sucesso pessoal e imediato, medido pelo que se ganha financeiramente e ao isolamento do convívio social que as nossas atividades do dia-a-dia acabam gerando.

Psicologicamente falando, fatores que podem desencadear a depressão são a falta de crença que a pessoa tem em si mesma, percepções negativas acerca dela mesma, das outras pessoas e do mundo, e principalmente de seu futuro.

É fundamental ressaltar que o prognóstico da depressão será muito mais positivo quanto mais cedo se intervier sobre ela. Se sente que está deprimido há muito tempo, não se desespere. Pense que a depressão somente será eterna se você permitir que isso aconteça. A depressão é uma condição completamente reversível. É importante crer nisso e acreditar em sua capacidade de recuperação. Procurar ajuda pode ser um diferencial. Acredite sempre em você! Faça escolhas saudáveis e tenha uma vida plena!

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