Fui traída (o), e agora?

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Desde os tempos primórdios, a traição faz parte da vida humana. Daí pensamos: como uma pessoa pode dizer que lhe ama e pouco tempo depois sair com outra? É uma pergunta realmente difícil de responder. O que se sabe é que uma traição causa uma dor intensa e gera um turbilhão de sentimentos como raiva, ira e em alguns casos, sentimentos de vingança. Há quem consiga atuar racionalmente e manter a calma nesses momentos, mas esta certamente é uma exceção à regra.

A traição considerada mais dolorosa é, sem dúvida, a traição no relacionamento amoroso. Muitas vezes, quando descobrimos tal situação, nos perguntamos porque não percebemos isso anteriormente. A verdade é que nosso inconsciente já estava observando que a relação começou a fracassar, mas nós consideramos mais fácil “vendar nossos olhos” e crer que nada de inadequado estava acontecendo. Muitas pessoas que foram traídas se sentem culpadas e acham que esse episódio se deve a um comportamento que elas não deveriam ter tido. Pensar desse modo é ruim e danoso. A pessoa traída não tem culpa. Quem traiu é o verdadeiro culpado. Sempre. A traição é uma quebra de contrato. A partir do momento que uma relação afetiva é aceita pelas duas partes, há um combinado imposto de maneira inconsciente que a traição não deve existir na relação. A traição é uma escolha ou mesmo um ato impulsivo.

É comum que a traição ocorra por dois motivos: ou há um envolvimento afetivo por outra pessoa, a ponto desta ter se apaixonado, algo que pode acontecer com qualquer pessoa; e a segunda alternativa seria a possibilidade de que a pessoa que está a seu lado tem um ego que necessita que o seu poder de conquista seja sempre colocado à prova. Sendo assim, possivelmente essa pessoa sempre será infiel, independente do companheiro afetivo que esteja.

Ser traído é como se algo que nos pertence fosse tomado, roubado, ou melhor, a exclusividade do amor do parceiro foi compartilhada com outra pessoa, o que não é agradável. E é exatamente por isso que a traição, mesmo que perdoada, deixa cicatrizes. Tal como um vaso quebrado, que quando colado, evidencia as marcas.

Felizmente, não imaginamos que seremos traídos. Ingressamos em um relacionamento sempre com otimismo, acreditando que a traição não fará parte da nossa realidade. Isso é crucial, visto que se não tivéssemos essa ideia, possivelmente viveríamos sempre sozinhos.

Então, surgem as perguntas: Se eu for traída (o), o que faço? Qual atitude tomar? Devo perdoar ou terminar a relação? Essas são questões difíceis de serem respondidas, pois cada sujeito é único e cada pessoa tem uma perspectiva acerca de sua relação e de seu parceiro. Contudo, é imprescindível que, caso a pessoa decida perdoar a traição, esta reconstrua o relacionamento valorizando os pontos positivos e de maneira nenhuma vigiar os passos do parceiro. Encarar sua decisão com maturidade e pensar em possibilidades que fortaleçam a relação é fundamental. Viver um dia de cada vez. Se você conseguir fazer de cada dia ao lado de seu companheiro um momento agradável e significativo, a relação se tornará mais importante do que o que ocorreu fora dela.

Do contrário, ou seja, caso você decida encerrar o relacionamento, é preciso ter em mente que um relacionamento não tem garantias e por isso, ele pode terminar. Essa atitude não deve causar um sofrimento por um longo tempo. Terminar sem culpa é ótimo.

Em suma, depois de uma traição, você deve avaliar se ainda gosta dessa pessoa o suficiente para investir na relação. Foque em você, e não no que as pessoas pensaram da sua escolha.

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