Ciúmes…

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O ciúme é um dos principais responsáveis pela destruição de muitos relacionamentos afetivos, seja um namoro, noivado ou até mesmo casamento, mesmo que essa relação, aparentemente, tenha tudo para dar certo e proporcionar satisfação e bem estar a ambos os parceiros.

O ciúme normalmente surge em um impulso descontrolado, destruindo tudo o que está em sua frente. É difícil separar a ideia de ciúme da ideia de impulsividade ou impulso. Como em qualquer perturbação do espectro da Psicologia, também o ciúme possui um gradiente de nível ou intensidade de perturbação. Assim, temos desde o ciúme normal e totalmente controlado até ao ciúme patológico, absolutamente disfuncional e altamente perturbado.

Ter ciúme é algo saudável e até mesmo positivo para a relação, desde que seja dentro de determinados limites. Existem dois tipos de ciúmes: o ciúme imaginado e o ciúme percepcionado.

O ciúme imaginado nada mais é que um ciúme causado por uma visualização mental. Sendo assim, não necessariamente algo está realmente acontecendo. Nossa imaginação cria imagens que geram em nós desconfiança, insegurança e, consequentemente, ciúmes. Já o ciúme percepcionado é aquele que, quando observamos a pessoa que gostamos ter uma determinada atitude que interpretamos como de traição, em que, por exemplo, essa pessoa pode estar a falar com outra e nós interpretamos os sinais verbais e não-verbais como elementos que comprovam a sua atração sexual e o seu genuíno interesse em se envolver com aquela pessoa. Ele surge a partir de uma interpretação que realizamos de uma cena que visualizamos.

As principais emoções que são desencadeadas por uma crise de ciúmes são a raiva, que muitas vezes conduzem o sujeito a cometer violência física e mental; e o aborrecimento, que virá no nível em que analisamos a cena de ciúme. Há ainda sintomas físicos, como tensão da voz e dos músculos, gritos e insultos.

Perante um ataque de ciúmes, ficamos sem a capacidade de responder de uma forma racional. E isso certamente gera problemas para o casal e para o ciumento. O aborrecimento e a raiva, que vêm juntamente com o ciúme, é a forma humana de se proteger quando a pessoa se sente muito vulnerável, indefesa. É a maneira que o sujeito encontra de se defender.

Esta questão da vulnerabilidade, ou se quisermos fragilidade, é muito importante.

Esta fragilidade remete justamente para outra emoção que também tem o seu papel adaptativo: O medo. Por detrás da raiva e do aborrecimento está o medo. Primeiro sentimos medo, ficamos assustados, sentimo-nos vulneráveis e depois mobilizamos recursos e instalamos o aborrecimento e a raiva. O grande desafio é se libertar do medo de perder a pessoa amada.

Para reverter esse quadro, uma boa alternativa seria conversar com o parceiro e reconhecer que o ciúme existe na relação. Isso normalmente deixa o ciumento mais aliviado e confiante e a relação pode durar muito mais sem crises por motivos levianos. Não adianta querer mandar, impor o seu gosto e dizer que não autoriza. Com diálogo muitas coisas podem ser resolvidas.

Em casos patológicos de ciúme, a terapia pode ser o único recurso. Chega o momento em que o próprio ciumento busca ajuda, quando percebe que está afastando de si todas as pessoas que se preocupam com ele. Não obstante, o mais comum é o outro lado pressioná-lo a procurar tratamento.

Por isso, sempre se observe e observe seu parceiro. Isso pode alongar o tempo de sua relação e proporcionar um relacionamento saudável.

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