Do namoro ao casamento: a formação do vínculo do casal

Todas as pessoas, independente de cor, raça, gênero, condição social e financeira estabelecem objetivos na vida. Um deles é, certamente, se relacionar com alguém de maneira positiva, se casar e constituir, desse modo, uma família.

Desde a infância, os sujeitos são instigados a pensar nos relacionamentos entre homem e mulher como algo fantástico e surpreendente, dignos dos contos de fada. Mas para que a formação de um vínculo afetivo aconteça, existem uma série de etapas.

Sendo assim, o início de um relacionamento amoroso é de suma importância e normalmente decisivo para uma relação posteriormente bem sucedida. O início de um relacionamento é o momento em que cada parceiro conhece o outro e cria imagens e expectativas positivas. Por isso, é possível afirmar que na fase inicial de um relacionamento é possível verificar o futuro da relação.

As sensações que as pessoas vivenciam em uma relação podem ser das mais superficiais às mais profundas, e todas elas podem fazer com que o casal decida ou não ficar junto.

Além disso, a habilidade de um sujeito se sentir atraído por outro é peça chave para o início bem sucedido de uma relação afetiva, na medida em que se constitui como um critério básico para a escolha de um companheiro ideal, além de ser uma grande fonte de energia para os movimentos amorosos. A idealização do outro é algo primordial, pois é a idealização que faz com que o casal se apaixone. A formação e o desenvolvimento do vínculo se dão durante o período de namoro, que chama de pré-conjugal. Para que o relacionamento evolua, ambos os componentes do casal devem tem compreensão de quais os motivos os aproximaram do parceiro.

A paixão inicial, diferente do que muitas pessoas acreditam, é direcionada não ao parceiro, mas ao próprio indivíduo apaixonado. Se esse sentimento perdurar, é evidente que o amor é algo ausente no relacionamento. A paixão faz com que ocorra uma brusca alteração na consciência. O ser amado se torna único e com relevância ímpar. Quando o amor realmente se transforma em amor romântico, a paixão será focada em apenas uma pessoa, mesmo porque o ser humano não tem capacidade de se apaixonar ao mesmo tempo por duas pessoas.

Depois dessa sensação de euforia e total encantamento, há a fase da busca por maior individualidade e privacidade, visando tomar o rumo da própria vida. apesar de não doloroso, há um estranhamento de ambas as partes. Assim, a relação ocupa um lugar diferente, onde o casal deve novamente se conhecer. Isso faz com o casal tenha uma relação sólida. Para tal, o casal deve estar focado e unido, pois sem a motivação de ambos a relação não se perpetuará de maneira sólida e de longa duração. Fica claro, então, que a individualidade é algo que enriquece não somente a vida de cada um dos parceiros, mas a relação. Não obstante, durante a relação, as pessoas vão introduzir em seu modo operante algumas particularidades do outro. E o que se torna em comum no casal faz com que o vínculo entre essas pessoas seja sempre mantido.

Há também que considerar que um sinal claro de uma relação que está em harmonia indica que os modelos identificatórios da infância, assim como os exemplos socioculturais são compatíveis.

Em suma, a formação do vínculo do casal é algo complexo e que depende não somente de fatores palpáveis e conscientes, mas ainda de fatores internos e inconscientes de cada um dos sujeitos envolvidos. Somente assim o vínculo é criado e o casal pode dar início a uma união estável.

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